"PREFEITURAS" - Papelaria de fachada foi usada para favorecer editora Florescer

A Papelaria P.C. Ferreira, conhecida no mercado como P.Center, foi usada para favorecer a Editora Florescer em um esquema de fraude em licitações de livros didáticos de diversas Prefeituras do Maranhão. A informação é do Tribunal de Contas da União (TCU) que iniciou uma investigação para apurar a atuação da Florescer em um Executivo municipal do interior maranhense a pedido da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados Federais (reveja aqui). Durante a apuração dos fatos, o TCU identificou que a Editora, pertencente à Demerval Viana Pinheiro, criou um grupo de empresas para simular cotações de preços e enviar às Comissões de Licitações das Prefeituras informando que estava interessado. Porém, no dia do processo, nenhuma das supostas licitantes compareciam às sessões e a Florescer se tornava vencedora ganhando os contratos. “Constatou-se também que, na maior parte das licitações e/ou inexigibilidades examinadas, a pesquisa para a justificativa dos preços praticados, em vários municípios, baseou-se em cotações do mesmo conjunto de empresas que, depois, não compareciam às sessões, às quais acorria apenas a empresa Florescer como única concorrente da licitação, razão por que sempre vencia os certames. Ou seja: mesmo nas supostas licitações, não havia concorrência e o preço da contratada era ordinariamente determinado pelas cotações do mesmo grupo de empresas”, detalhou a Corte em seu relatório. Entre essas empresas, estava a P.C Ferreira. Uma papelaria que funciona em uma pequena sala comercial localizada no bairro do Bequimão, em São Luís, sem qualquer capacidade técnica para fornecer produtos para Executivos municipais. Ainda de acordo com o Tribunal de Contas da União, a empresa participava das licitações de livros didáticos, mas nunca forneceu qualquer material para escolas municipais maranhenses, mesmo com vários contratos com as Prefeituras. Fonte: Neto Ferreira

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