IMAGENS FORTES - Adolescentes matam colega de 14 anos e filmam sequência de tortura a facadas, cabeça em pedra e afogamento

Torturada até a morte adolescente pedia para parassem com as agressões. 

Oito minutos e 34 segundos da tortura que provocou sua morte registrados por uma de suas assassinas em vídeo divulgado nas redes sociais. O crime contra uma adolescente de 14 anos, cometido por outras duas jovens de 15 no Pontal de Maria Farinha, Paulista, Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco, na manhã dessa terça-feira (25), causou indignação. Mesmo pedindo que as agressoras parassem e conversassem com ela, a vítima não conseguiu escapar dos socos, puxões de cabelo, tentativas de afogamento e golpes de faca.

Vestindo o uniforme de uma escola pública do Recife, ela foi encontrada morta na beira-mar, perto de uma edificação abandonada. As duas suspeitas, que estariam sob efeito de drogas, resistiram à apreensão na praia, agredindo policiais. “Até nós, policiais, ficamos surpresos com tamanha agressividade, falta de amor ao próximo e perversidade com que o crime foi cometido. Elas apresentaram resistência desde o momento da apreensão”, relatou o tenente-coronel Ramalho, comandante do 17º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela captura.



Por volta das 14h40, as duas adolescentes chegaram à Delegacia de Polícia da 34ª Circunscrição, em Maria Farinha, onde foram autuadas em flagrante por ato infracional equiparado a homicídio. Na unidade policial, o delegado Álvaro Muniz tentou ouvi-las, mas só conseguiu de maneira informal, já que ambas permaneceram agressivas durante o tempo em que estiveram no local. “Desde o momento em que foram apreendidas, se mostram extremamente agressivas e com sinais de que ingeriram entorpecentes. Iniciamos o depoimento, mas de uma hora para outra, começaram a gritar, surtar, inclusive agredindo policiais civis. Diante do contexto, fica inviável colhermos a versão para esse trágico crime”, explicou à TV Jornal.

Possíveis motivações
Segundo o delegado, com base no que conseguiu escutar inicialmente, o assassinato teria sido motivado por uma possível traição. “As informações que elas nos dão são de que a vítima teve um relacionamento com uma delas por cerca de dois anos, separaram, e agora a vítima pediu para se encontrar. A outra descobre e vai atrás, presencia o encontro e começam aí as agressões físicas. A traída vai ao local e a outra deixa que as agressões aconteçam até um determinado instante em que participa também”, disse.
Pouco antes das 21h, as duas, que já haviam passado pela Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), foram levadas para a Unidade de Atendimento Inicial (Uniai) do órgão, na Boa Vista, Centro do Recife
No Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro, área central da cidade, a mãe da vítima, 36, afirmou que o crime ocorreu porque uma das agressoras estava inconformada com o fim do relacionamento. “O que ela fez foi uma maldade, cruel e ainda botou nas redes sociais. Isso não existe, isso a gente não faz nem com bicho, imagina com um ser humano”, disse.
A versão é a mesma apontada pelo namorado da menina, um jovem de 17 anos. “Ela não aceitou o fim do relacionamento, não queria ver minha namorada feliz e fez essa barbaridade”, afirmou.


Pai soube vendo vídeo
Sem acreditar ainda no que aconteceu, familiares e amigos da jovem participaram do velório da adolescente na manhã desta quarta-feira (26), no Cemitério de Santo Amaro, área central do Recife. A mãe da jovem não teve condições de falar com a imprensa. Em uma cadeira de rodas, estava muito abalada e foi consolada por outros familiares todo o tempo. O pai afirmou que ficou sabendo da morte da menina vendo o vídeo do brutal assassinato que circula nas redes sociais.
"Estava indo para minha casa. Quando cheguei em uma lanchonete, fui comer alguma coisa, as pessoas estavam compartilhando o vídeo: 'duas meninas mataram outra em Maria Farinha'. Eu falei 'cadê, deixa eu ver?'", relatou. "Eu não vi o rosto, mas vi o perfil. Já me deu um calafrio. Aí eu fiz, 'ei, cara, mostra o rosto'", continuou. Diante da resistência das pessoas, o homem revelou que a menina do vídeo poderia ser sua filha. "Eu falei 'por favor, adianta, ela é minha filha!'. Todo mundo parou, olhou assim e aceleraram o vídeo. Quando eu olhei, tive um choque", descreveu emocionado o pai.
O namorado da jovem também estava na cerimônia. Ele contou que falou com ela na manhã do crime. "Ela passou no meu trabalho de manhã para ir para à escola e me pediu dinheiro para lanchar. Ela olhou para mim e disse: 'meu amor, eu te amo'. Aí eu disse 'te amo, vida'", descreveu.

VEJA VÍDEO:


Segundo o namorado, quem contou o que tinha acontecido foi a própria mãe da vítima. "Quando cheguei na rua de casa, a mãe dela se deparou comigo e perguntou por ela. Ai eu disse:'tá na escola'. Ela falou 'tá não, mataram ela'. Alguém já tinha mandando para ela o vídeo e a foto", conta o jovem.
O pai e o namorado confirmaram que a jovem tinha um relacionamento conturbado com uma das suspeitas de cometer o crime. A vítima chegou a fugir de casa por 20 dias quando namorava com a suspeita. O pai alegou que chegou a proibir o relacionamento e que a suspeita tem um histórico ruim. "Ela sofria agressões tanto psicológicas quanto físicas", afirmou.
De acordo com o namorado, a vítima tinha marcas de agressões pelo corpo. "Ela tinha medo dela, porque ela batia nela. Tinha várias cicatrizes de faca na perna", conta o jovem.

Correio 24 Horas

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