JUSTIÇA - MPF volta a se manifestar pela Reprovação das Contas de Campanha de Zé Gentil

Prefeito Fábio Gentil ao lado do pai Zé Gentil que corre o risco de não ser diplomado e se for o processo pode andar durante o mandato de Deputado Estadual. 

A Procuradoria Regional Eleitoral, braço do Ministério Público Federal (MPF) para acompanhamento e fiscalização das eleições, reafirmou seu posicionamento pela REPROVAÇÃO das contas de campanha do deputado estadual eleito José Gentil Rosa (PRB), mais conhecido como Zé Gentil, pai do prefeito de Caxias Fábio Gentil (PRB). 

No início do mês, segunda-feira (03/12), o MPF já havia recomendado a reprovação das contas, argumentando que o candidato eleito omitiu gastos eleitorais com combustível. Zé Gentil apresentou defesa alegando que desconhecia a emissão das notas fiscais citadas pelo MPF, e as empresas que emitiram as notas fiscais apresentaram declarações em que afirmam ter sido um equívoco a emissão de notas para a campanha de Zé Gentil

No entanto, o MPF não se convenceu da história fantasiosa contada por Zé Gentil e corroborada pelos empresários. Em seu segundo parecer sobre o assunto, o órgão de fiscalização falou que “mostra-se extremamente improvável que 219 (duzentos e dezenove) clientes, abastecendo seus veículos na mesma data (06/10/2018), em 03 (três) postos de combustível diferentes, declinem ao(s) frentista(s) o número do CNPJ da campanha do requerente (Zé Gentil)”

“Naquela data (06/10/2018), no Posto Santa Rita, excetuando 01 (um) abastecimento no valor de R$ 48,04 (quarenta e oito reais e quatro centavos), houve 208 (duzentos e oito) abastecimentos, com pagamentos variando entre R$ 10,00 (dez reais) e R$ 28,89 (vinte e oito reais e oitenta e nove centavos), valores plenamente compatíveis com o abastecimento de motocicletas para participação em carreata do requerente”, anotou o MPF. 

O Ministério Público cita ainda uma matéria veiculada pelo Blog do Luís Pablo, que traz informações e imagens de uma carreata realizada no dia 06 de outubro de 2018, mesma data de emissão das notas fiscais, em que uma carreata organizada pelo comitê de campanha de Zé Gentil “atraiu uma multidão que percorreu a ruas do município”. 

Com esse conjunto de elementos em mãos, o MPF chegou à conclusão de que “não houve equívocos na emissão dos cupons fiscais e que as omissões apontadas pela COCIN, obtidas mediante circularização e/ou informações voluntárias de campanha e/ou confronto com notas fiscais eletrônicas de gastos eleitorais, configuram omissão de recursos e gastos eleitorais na prestação de contas do requerente”

E no final, o MPF ainda aponta que não houve na prestação de contas de Zé Gentil qualquer gasto com combustível após o dia 02 de outubro de 2018, e destaca que essas despesas foram pagas com recursos que "NÃO TRANSITARAM" pelas contas bancarias usadas na campanha do pai do prefeito de Caxias, ou seja, “SÃO DE ORIGEM DESCONHECIDA”

Por tudo isso, é muito improvável que Zé Gentil tenha suas contas de campanha aprovadas pela Justiça Eleitoral, que neste ano tem agido com rigor e sempre em sintonia com o MPF. Dessa forma, é quase certo que Zé Gentil não seja diplomado deputado estadual no próximo dia 18 de dezembro, terça-feira, e assim não assuma o mandato de deputado estadual em 2019. 

Confira AQUI a integra da manifestação do MPF. 

Fonte e redação: Observatório dos Cocais

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