PF deve prender quem espalha notícias falsas no WhatsApp

O compartilhamento de notícias falsas em aplicativos e nas redes sociais pode virar crime com pena de até três anos de prisão    

    O enorme impacto causado pelo compartilhamento de notícias falsas no WhatsApp durante a greve dos caminhoneiros despertou as autoridades públicas para a necessidade de coibir esse tipo de manifestação.

    O ministro Eliseu Padilha disse na sexta-feira passada que os órgãos de inteligência estão apurando os autores das chamadas "fake news" e também quem ajuda a compartilhá-las, notadamente, no WhatsApp: “Não vai ficar sem punição quem tentar descaracterizar a verdade dos atos praticados pelo governo”, disse.

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    A pedido do ministro Raul Jungmann, agentes da Polícia Federal também estão investigando as pessoas que ajudaram a promover o caos nas redes sociais, com notícias falsas de mobilizações e paralisações inexistentes.

    Já existe no Senado Federal um projeto de lei do senador Ciro Nogueira (PP-PI) propondo que o compartilhamento de conteúdos falsos nas redes sociais ou em aplicativos seja punido com até três anos de prisão, além do pagamento de uma multa. Seriam penalizados  quem atingir "interesse público relevante", com informações sobre saúde, segurança, educação, economia e eleições, por exemplo.

    Na opinião da​ Coluna, se essas pessoas que ajudaram a difundir o caos na greve dos caminhoneiros não forem penalizadas, elas se sentirão livres para tentar manipular ​o voto do eleitor em 7 de outubro.

    R7