Pessoas enfrentam fila à procura de trabalho em São Paulo
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,9% no trimestre encerrado em abril deste ano e atinge 13,4 milhões de pessoas. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

Segundo o IBGE, no trimestre encerrado em janeiro, a taxa havia ficado em 12,2%. Em abril de 2017, ela foi de 13,6%.
O número de pessoas desocupadas, 13,4 milhões, teve um aumento de 5,7% em relação ao trimestre anterior, que ficou em 12,7 milhões. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, houve uma queda de 4,5%. A taxa no ano passado era de 14 milhões.
A pesquisa do IBGE aponta também uma queda de 1,7% no número de pessoas com carteira assinada em comparação com o trimestre anterior (novembro a janeiro de 2017), totalizando 32,7 milhões. A queda é de 567 mil pessoas.
Já o número de empregados com carteira de trabalho assinada ficou estável na comparação entre os dois últimos trimestres. São 10,9 milhões de trabalhadores nestas condições. Em relação ao mesmo trimestre de 2017 houve um aummento de 6,3% de pessoas com carteira assinada.
Outro número que apresentou estabilidade nos dois últimos trimestres foi o de trabalhadores por conta própria, que totaliza 23 milhões de pessoas. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve um aumento de 3,4% (747 mil pessoas) atuando por conta.
Ainda segundo o IBGE, o rendimento médio real nos dois últimos trimestres ficou estável e é de R$ 2.182 (o número anterior era de R$ 2.185). Houve estabilidade também em relação ao mesmo período de 2017, quando o rendimento médio era de R$ 2.165.
"Se virando como pode"
Não é difícil encontrar desempregados nas ruas de São Paulo. Basta um passeio pelas ruas da cidade para esbarrar em alguém reclamando da situação precária. 
Fabiana Alves Laranjeira, de 36 anos, está sem emprego há 3 anos. A moradora de Morro Grande, na região noroeste da capital paulistana, saiu de uma fábrica de pães para se tornar babá e empregada doméstica. Fabiana diz que, atualmente, não encontra atividade na cidade.   
— Eu pego o que tiver, mas está muito difícil aparecer qualquer coisa. Eu chego nos lugares e já existe uma fila de pessoas procurando vaga. Enquanto isso, meu marido mantém a casa e a família. Mas é duro pagar sozinho aluguel.
Fabiana Alves Laranjeira está desempregada há 3 anos

Fabiana Alves Laranjeira está desempregada há 3 anos

Daniel Vaughan/R7
Para driblar a crise, muitos brasileiros buscam meios alternativos de ganhar dinheiro.
Maikon Fernandes da Silva, de 32, é balconista de loja em Osasco, município de São Paulo. Porém, mesmo empregado, ele não consegue pagar as contas de casa. O jeito foi fazer um dinheiro extra, vendendo camisetas nas ruas durante as folgas e intervalos da empresa.
— O salário não dá, então é preciso se virar! O movimento caiu onde eu trabalho e não tem reajuste salarial, daí a situação apertou. Em um show eu posso tirar uns R$ 300 se tiver bom movimento. Isso ajuda muito na renda mensal. Eu faço isso nas folgas por necessidade, pois eu queria mesmo é estar curtindo a família.
Já Valter Lima Rodrigues, de 61 anos, desabafa que, além da situação do desemprego, ele enfrenta o preconceito pela idade. Para fugir disso, comprou um carrinho de lanches para rodar perto de faculdades, shows e empresas.
— Primeiro, quem vai querer empregar um cara da minha idade? Eu era motorista de transporte e migrei para essa área de food truck, assim, ganho melhor e ainda emprego mais três pessoas. Hoje não há muita opção de escolha no País, então cada um se vira como pode.
O número de pessoas desocupadas, 13,4 milhões, teve um aumento de 5,7% em relação ao trimestre anterior, que ficou em 12,7 milhões. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, houve uma queda de 4,5%. A taxa no ano passado era de 14 milhões.
A pesquisa do IBGE aponta também uma queda de 1,7% no número de pessoas com carteira assinada em comparação com o trimestre anterior (novembro a janeiro de 2017), totalizando 32,7 milhões. A queda é de 567 mil pessoas.
Já o número de empregados com carteira de trabalho assinada ficou estável na comparação entre os dois últimos trimestres. São 10,9 milhões de trabalhadores nestas condições. Em relação ao mesmo trimestre de 2017 houve um aummento de 6,3% de pessoas com carteira assinada.
Outro número que apresentou estabilidade nos dois últimos trimestres foi o de trabalhadores por conta própria, que totaliza 23 milhões de pessoas. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve um aumento de 3,4% (747 mil pessoas) atuando por conta.
Ainda segundo o IBGE, o rendimento médio real nos dois últimos trimestres ficou estável e é de R$ 2.182 (o número anterior era de R$ 2.185). Houve estabilidade também em relação ao mesmo período de 2017, quando o rendimento médio era de R$ 2.165.
"Se virando como pode"
Não é difícil encontrar desempregados nas ruas de São Paulo. Basta um passeio pelas ruas da cidade para esbarrar em alguém reclamando da situação precária. 
Fabiana Alves Laranjeira, de 36 anos, está sem emprego há 3 anos. A moradora de Morro Grande, na região noroeste da capital paulistana, saiu de uma fábrica de pães para se tornar babá e empregada doméstica. Fabiana diz que, atualmente, não encontra atividade na cidade.   
— Eu pego o que tiver, mas está muito difícil aparecer qualquer coisa. Eu chego nos lugares e já existe uma fila de pessoas procurando vaga. Enquanto isso, meu marido mantém a casa e a família. Mas é duro pagar sozinho aluguel.
Fabiana Alves Laranjeira está desempregada há 3 anos

Fabiana Alves Laranjeira está desempregada há 3 anos

Daniel Vaughan/R7
Para driblar a crise, muitos brasileiros buscam meios alternativos de ganhar dinheiro.
Maikon Fernandes da Silva, de 32, é balconista de loja em Osasco, município de São Paulo. Porém, mesmo empregado, ele não consegue pagar as contas de casa. O jeito foi fazer um dinheiro extra, vendendo camisetas nas ruas durante as folgas e intervalos da empresa.
— O salário não dá, então é preciso se virar! O movimento caiu onde eu trabalho e não tem reajuste salarial, daí a situação apertou. Em um show eu posso tirar uns R$ 300 se tiver bom movimento. Isso ajuda muito na renda mensal. Eu faço isso nas folgas por necessidade, pois eu queria mesmo é estar curtindo a família.
Já Valter Lima Rodrigues, de 61 anos, desabafa que, além da situação do desemprego, ele enfrenta o preconceito pela idade. Para fugir disso, comprou um carrinho de lanches para rodar perto de faculdades, shows e empresas.
— Primeiro, quem vai querer empregar um cara da minha idade? Eu era motorista de transporte e migrei para essa área de food truck, assim, ganho melhor e ainda emprego mais três pessoas. Hoje não há muita opção de escolha no País, então cada um se vira como pode.
R7