Deise da Costa, de 15 anos, e Rodrigo Mathias, de 21 anos

Deise da Costa, de 15 anos, e Rodrigo Mathias, de 21 anos

Reprodução
O advogado do operador de caixa Vinícius da Silva Oliveira, 19 anos, Marco Antônio Veras afirmou que o garoto, que estava acompanhado do policial militar Rodrigo Santos Mathias e das menores Deise da Costa e uma amiga, ambas de 15 anos, mentiu em seu primeiro depoimento à polícia. “Ele estava muito nervoso e acabou mentindo”, disse o advogado em entrevista ao R7.
De acordo com o boletim de ocorrência, registrado no sábado (14), Vinícius Oliveira teria dito que o amigo e policial apontou a arma em direção à cabeça da adolescente Deise da Costa e que, sem querer, efetuou o disparo. Segundo a primeira versão de Vinícius, na sequência, Rodrigo teria se desesperado com as consequências que viriam e atirou contra o próprio corpo. De acordo com o advogado, porém, quem pegou a arma para atirar contra a garota foi Vinícius.
“O policial estava no banheiro, tomando banho. A menina que morreu pegou a arma e disse que era de brinquedo”, diz o advogado. “Vinícius pegou a arma, apontou para ela para brincar e a arma disparou”, diz. Segundo Veras, Rodrigo teria saído do banheiro e falado para Vinícius “você acabou com a minha vida” e se matado na sequência.
De acordo com o advogado, Vinícius não teve a intenção de matar ninguém. “Não houve dolo, ele não tinha sido orientado a falar a verdade e estava muito nervoso.” O jovem está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo.
O advogado afirma que entrará com pedido para revogar a prisão preventiva e, no caso de ser negado pela Justiça, entrará com um Habeas Corpus para que ele responda em liberdade até o juri popular. 
Vontade de ser PM
Vinícius Oliveira trabalhava como operador de caixa em uma loja de narguilé. Ele e Rodrigo Santos Mathias eram amigos de bairro, segundo familiares de Vinícius. Cresceram em Poá e saíam juntos durante os finais de semana.
“Ele tinha muita vontade de entrar para a Polícia Militar. Chegou a fazer um teste, mas foi reprovado, inclusive pretendia fazer de novo”, diz o advogado. Questionado sobre o que teria levado Vinícius a manusear a arma no motel, o advogado diz que foi a vontade de ser policial.
Psicologicamente abalados, segundo o advogado, os pais de Vinícius não quiseram falar com a reportagem. No momento, os familiares aguardam até que seja decidido se a Justiça revogará o pedido de prisão preventiva.
Drive-In Vintage, motel em que morreram a adolescente e o policial militar

Drive-In Vintage, motel em que morreram a adolescente e o policial militar

Divulgação
O crime
Na noite de sábado (14), Vinícius Oliveira e o PM Rodrigo Mathias foram juntos a uma casa noturna da zona leste em São Paulo. No local, conheceram duas jovens de 15 anos, Deise e a amiga. Os quatro foram o motel Vintage Drive In, na Vila Matilde.
Segundo relatos à Polícia Civil, as garotas teriam se escondido no banco detrás do veículo, uma BMW, e para entrar no estabelecimento, ambos se passaram por um casal homossexual. “Estavam todos embriagados”, diz Marco Antônio.
Vinícius e a outra adolescente foram encaminhados ao 10º DP da Penha, onde o caso foi registrado. Agora, o rapaz aguarda que seja marcado o julgamento.