Juíza autorizou nessa terça-feira (17) convivência com pais biológicos e destroca de bebês. Meninos que estão com 11 meses foram trocados logo após o parto, em Alta Floresta.


Exames de DNA comprovaram a troca de bebês nascidos no mesmo dia, em maio de 2017, no Hospital Regional de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá. Durante audiência de conciliação, na 3ª Vara Cível do município, nessa terça-feira (17), as famílias dos meninos, atualmente com 11 meses, concordaram em desfazer a troca.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que foi aberta uma sindicância para apurar o caso e que a apuração deve ser concluída na próxima semana. "No início de março a direção do Hospital Regional de Alta Floresta baixou uma portaria interna instaurando uma sindicância para averiguar todos os faltos envolvidos no caso", diz, em trecho da nota.

O caso parou na Justiça depois que uma das mães suspeitou da troca e fez DNA com material genético dela e da criança da qual ela pensava ser mãe biológica. Ela divulgou uma mensagem numa rede social depois do resultado apontar que ela não era mãe do menino.

Pais e filhos vão passar por um período de adaptação e convivência com as famílias, até que todos estejam preparados para a troca definitiva e passem a viver com os pais biológicos.

De acordo com a decisão da juíza Janaína Rebucci Dezanetti, da 3ª Vara Cível de Alta Floresta, nos próximos três meses as famílias terão convivência diária, inclusive no período noturno, para que as crianças possam dormir com as mães biológicas.

As famílias também receberão acompanhamento de uma equipe de psicólogos e assistentes sociais para garantir que não haja mais traumas, conforme a decisão.

Um dos bebês ainda se alimenta com leite materno e vai permanecer com a mãe até o desmame. Se necessário, o período de convivência pode ser estendido.

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G1