Segundo testemunhas, vítima foi espancada por servidores. Administração municipal abriu sindicância em Cubatão (SP) para apurar o que aconteceu.

O vigilante Hamilton Barbosa Ferreira, de 53 anos, servidor público há três décadas na Prefeitura de Cubatão (SP), foi espancado por funcionários da administração municipal em frente ao Paço. A vítima foi encaminhada ao hospital após perder a memória, e uma sindicância foi aberta para investigar o caso. Imagens obtidas pelo G1 nesta quarta-feira (4) mostram parte do ataque.

Ferreira, conhecido na cidade também como Caixote, trabalha como vigia noturno na Biblioteca Municipal. Segundo o filho dele, Bruno Pedral, de 19 anos, o servidor havia ido até o prédio da prefeitura para retirar uma quantia em dinheiro em uma agência bancária que funciona no local, quando foi surpreendido.

"Ele foi sacar dinheiro para a gente ir a um show que acontece na cidade no fim de semana. Quando ele saiu, esses quatro homens, que ocupam cargos comissionados, começaram a agredi-lo. Foi humilhante. Só fui saber quando o vídeo se espalhou", conta o jovem, que registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Sede da cidade.


As agressões aconteceram no fim da tarde de segunda (2), mas as imagens foram compartilhadas na internet apenas na madrugada desta quarta-feira. "A alegação foi de que meu pai havia reclamado deles, por estarem usando veículos da prefeitura para derrubar residências, para prejudicar o povo, em vez de ajudar. Isso é uma boataria".


Hamilton, após ser agredido com socos, pontapés e até com um cinto, levantou-se com a ajuda de outros munícipes. Segundo o filho, ele ainda foi trabalhar à noite, mas passou mal e foi encaminhado ao Hospital Municipal. "Ele acorda sem saber onde está. Perdeu a memória. Está cheio de machucados pelo corpo. Está horrível", relata Bruno.

O G1 apurou que os quatro servidores que aparecem agredindo o vigilante trabalham na Secretaria de Planejamento. "A administração municipal informa que está instaurando sindicância para apurar os fatos, ouvindo as pessoas envolvidas para, em seguida, adotar as providências que se tornarem cabíveis no caso".

G1