O caso de Barry Bennell chocou o mundo. O Santos precisa esclarecer denúncia gravíssima de pedofilia.

No dia 19 de fevereiro de 2018, Liverpool deu um exemplo para o mundo.

A justiça mandou encarcerar Barry Bennell.

Por 30 anos não sairá da cadeia.

Como tem 64 anos, não deverá sair com vida da prisão.

Condenado por violentar meninos entre oito e 15 anos.

O que foi um alívio para a Inglaterra.

"Não tinha coragem de falar, mostrar o monstro que Barry era. Até que ele foi preso nos Estados Unidos. E seria julgado na Inglaterra. Foi quando percebi que as denúncias deveriam ser públicas", confirmou para a imprensa inglesa.

Acusações gravíssimas foram feitas contra Lica, coordenador da base do Santos

Uma história abalou o futebol brasileiro nesta semana. Ex-jogador da base do Santos revelou que sofreu abuso sexual de um profissional do próprio clube

A coragem de Andy deu certo. Estimulou outros homens a contar as barbaridades praticadas pelo pedófilo. Foram fundamentais para sua prisão.

"Minha vida foi arruinada. Até os 43 anos, quando pude falar tudo o que sofri. É preciso livrar o futebol destes monstros", repete Andy.

Ele tomou para si a missão de expor seu terrível caso.

Woodward estará hoje, às 19 horas, ele estará dando uma palestra gratuita no Museu do Futebol, em São Paulo.

Sua chegada é mais do que providencial.

O Santos Futebol Clube vive um escândalo envolvendo pedofilia.

O clube que revelou Pelé, Robinho e Neymar está no foco do furacão.

Ruan Pétrick Aguiar de Carvalho decidiu procurar a polícia.

Acabou com o silêncio que o atormentava há anos.

E contou a sua história de terror.

Em 2010, ele estava decepcionado. Saiu da Portuguesa Santista. Tinha 11 anos. Foi quando conheceu Ricardo Marco Crivelli, conhecido como Lica. Era observador técnico, olheiro do Santos. Lica o teria convencido que, se deixasse fazer sexo oral nele, seria jogador do Santos. Ruan permitiu. E semanas depois, chegava na Vila Belmiro.

Suportou um ano e meio. Teria sofrido bulling o tempo todo de companheiro, pela intimidade que tinha com Lica. Tudo teria acabado quando Ricardo Marco Crivelli o teria convidado para passar uma noite com ele. Ruan garante que se recusou e acabou dispensado do Santos.

Ele ainda tentou a sorte no Red Bull, no Paraná Clube e até no Suryoye Paderborn, time da quinta divisão alemã. Disse que nunca mais conseguiu evoluir porque o assédio de Lica o teria sabotado psicologicamente. Passou a beber. Diz que não era mais a mesma pessoa. No ano passado, também fracassou no Santa Cruz, de Pernambuco.

Foi quando surgiu a chance de um retorno ao Santos. Mas ao saber que Lica era o coordenador da base, viu seu sonho acabar. Foi quando decidiu procurar a polícia e contar o que viveu.

"Fiz para que esse sujeito nunca mais se aproveite de criança nenhuma", insiste.

Por meio de seu advogado, Adriano Vanni, Lica desmente o assédio.

"Ele trabalha há muitos anos com garotos e nunca teve uma mácula na carreira. Confiamos na investigação policial. É questão de tempo para a verdade vir à tona", disse Vanni ao jornal espanhol El País.

Vanni ficou conhecido por defender o médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão por estupro de 37 pacientes.

Lica se recusa a falar com a imprensa.

O presidente do Santos, José Carlos Peres, esperou uma semana. Mas não conseguiu proteger Ricardo Marco Crivelli. Ele deu todo o seu apoio na eleição. Pressionado por conselheiros e pais de jogadores da base, Peres o afastou. "Até que tudo seja esclarecido", avisa.

A situação está ficando complicada para Lica.

A Delegacia de Repressão e Combate à Pedofilia já tem outra testemunha. Ela também relata abusos sexuais do coordenador da base do Santos.

A pedofilia no futebol brasileiro sempre foi tratada como tabu.

O que favorecia a ação de predadores.

Aliás, no mundo todo sempre foi assim.

Ações como a de Andy Woodward são fundamentais.

Futebol não pode dar refúgio a pedófilos.

Monstros estupradores de crianças devem estar na cadeia.

O festim diabólico está começando a acabar...



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R7