Uma criança de três anos morreu após ser baleada em uma tentativa de assalto na Rua Cardoso de Castro, em Anchieta, na Zona Norte do Rio. O crime ocorreu próximo ao número 179, por volta das 2h30 desta terça-feira (6). O pai e a mãe foram baleados e levados para o hospital.

A criança chegou a ser socorrida e levada para a UPA de Ricardo de Albuquerque, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a secretaria estadual de Saúde, a menina Emilly Sofia Neves Marriel já chegou morta na UPA.

Os pais foram levados para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste. O pai foi submetido a uma cirurgia no abdômen. A mãe deixou o hospital antes de receber alta médica, logo ao saber da morte da filha. Ela foi atingida por um tiro de raspão.

Menina de 3 anos morre após carro dos pais ser atingido por vários tiros no Rio
De acordo com a Polícia Civil, os criminosos cercaram o carro da família quando ela saiu de uma lanchonete em um posto de gasolina. Os criminosos tinham saído da comunidade da Pedreira e estavam roubando carros pelo caminho. Eles acabaram fugindo sem levar o veículo das vítimas. O carro foi atingido por mais de 10 disparos.

A polícia ainda investiga se os criminosos que alvejaram o carro da família são os mesmos que praticaram um assalto a uma agência bancária em Nilópolis, na Baixada Fluminense, na manhã desta terça.

Ainda segundo a polícia, o automóvel usado pelos criminosos foi abandonado e dentro foram encontrados explosivos e componentes de munição.

O secretário de Estado de Segurança, Roberto Sá, pediu máximo empenho ao diretor da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa, na apuração da tentativa de assalto que resultou na morte da menina Emily Sofia.

Menina de três anos morreu após ser atingida por tiros. Mãe e pai também foram atingidos em Anchieta (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Família foi atingida logo depois de deixar lanchonete (Foto: Reprodução/ TV Globo) Família foi atingida logo depois de deixar lanchonete (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Família foi atingida logo depois de deixar lanchonete (Foto: Reprodução/ TV Globo)
O governador do RJ, Luiz Fernando Pezão, disse que pediu investigação irgente sobre o caso. "É um pedaço da gente que vai embora. É muito triste. É um dos motivas minha tristeza quando chego de manhã e vejo uma noticia dessas. O que fiz imediatamente foi ligar para o Roberto Sa e para a nova Divisão de Homicídios que vá atras e procure"

Escalada da violência
A atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro não tem sido suficiente para diminuir as estatísticas de criminalidade no estado.

Entre agosto – quando teve início a atuação permanente das tropas – e dezembro de 2017, os casos de roubos de veículos na capital aumentaram em 6%, conforme as estatísticas disponibilizadas pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

Veja a evolução no número de roubos a veículos no Rio
Desde que as Forças Armadas começaram a atuar na capital, casos aumentaram em 6%.



Fonte: ISP

Segundo especialista em segurança pública, investimento nos efetivos estaduais ajudariam a evitar crimes como a morte da menina de 3 anos.

“Criminosos se sentem à vontade em cometer o delito e atentar contra a vida das pessoas. A nossa lei penal é muito branda, e as pessoas não se sentem ameaçadas. A lei não é suficiente para dissuadir o criminoso de cometer o delito”, afirmou Paulo Storani.

Nove mortos em três dias

O fim de semana foi marcado pela violência no Rio. De sexta (2) a domingo (4), nove pessoas foram mortas na Região Metropolitana da cidade.

Pouco antes da 0h de domingo, um homem morreu depois de ser metralhado dentro de uma ambulância na porta do Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste.

Mikael Barbosa da Cruz estava recebendo atendimento, por volta das 23h40, quando criminosos ordenaram que os profissionais saíssem da ambulância e efetuaram os disparos. Mais de 15 tiros atingiram a vítima e o veículo.

G1