Erica Lobo, controladora Geral da União/foto: Wilson Filho

A superintendente da Controladoria Geral da União (CGU), Erica Lobo, informou nesta quarta-feira (17) ao Cidadeverde.com que a instituição apura se pessoas mortas estariam recebendo bolsas de estudos pela Universidade Estadual do Piauí (Uespi). 
"Há casos que o sistema diz que a pessoa morreu, mas está recebendo a bolsa. A família deveria ter comunicado a Uespi, mas pode ser que o sistema esteja errado, a pessoa pode estar viva e o sistema diz que ela morreu, mas vamos investigar tudo", informou a superintendente.
A investigação analisa a concessão de bolsas de 2012 a 2017. Pela auditoria feita pela CGU foi constatado um desvio de R$ 276 mil somente no ano 2016.
Erica Lobo informou também que há indícios de que bolsas de estudos na Uespi foram pagas por serviços não prestados e indevidamente para empresas.
"Têm pessoas que vem recebendo corretamente, mas têm pessoas que até preenchem o requisito da lei, mas não fez processo seletivo. Existem pessoas que não preenchem requisito nenhum. Muitos casos houveram pagamentos de terceiros, empresa ou prestadores de serviço que não foi vinculado a administração".
A superintendente disse que com base nos documentos apreendidos hoje a CGU fará cruzamentos de dados.
A controladora confirmou também que o reitor Nouga Cardoso enviou em meados de outubro pedido de investigação à controladoria sobre as irregularidades. "Mas já tínhamos notícias, ele realmente encaminhou e facilitou a investigação". 
Ela disse que muitas  informações foram obtidos no portal da transparência e fez cruzamento de dados. O valor das bolsas varia de R$ 700 a R$ 1.500.

Flash Yala Sena e Graciane Sousa
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