O cemitério São Judas Tadeu, no bairro São Cristovão, zona Leste de Teresina, ficou lotado de amigos, curiosos e familiares que foram dar o último adeus a estudante Camilla Pereira Abreu, 21 anos. Ela foi assassinada com um tiro na cabeça. O namorado da jovem, o policial militar Allisson Watson Nascimento, foi preso e confessou o crime alegando ciúmes.
O corpo da estudante Camilla Abreu chegou ao cemitério por volta das 9h50 para o enterro. Por conta do avançado estado de decomposição não foi possível um velório. Muita gente aguardava no local. 
Ao ser retirado do carro da funerária, o caixão permaneceu fechado e mesmo assim era possível sentir o odor, o que fez com que o terço fosse rezado fora da capela do cemitério. 
Amigos e familiares choram e fazem orações ao redor do corpo de Camilla. O avô paterno e pai de criação de Camila, o senhor Carlito, esteve amparado familiares durante a oração e as amigas, chorando, afirmam “eu te avisei”.
"É tão revoltante.Oh! Minha filha é muito difícil! Oh! Senhor tenha piedade da gente! É sofrimento demais senhor! Oh! Senhor que essa dor passe!", disse o avô Carlito Abreu aos prantos durante a descida do caixão. 
O pai de Camilla, Jean Carlos, disse que desde o dia do desaparecimento de sua filha, na quarta-feira (25), até o sepultamento viveu "dias agonizantes". 
Mesmo abalado com a morte da filha, o pai agradece ao trabalho investigação da Delegacia de Homicídios. 
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Jovem Camilla Abreu com o namorado capitão (Crédito: Reprodução)
A família agora deseja que o capitão Allisson seja expulso imediatamente dos quadros da polícia militar e permaneça preso. 
"Queremos que ele perca a farda", ressalta o pai. 
Jean Carlos também criticou a estratégia de defesa do capitão Allisson, que alegou em depoimento que o tiro que acertou a jovem foi acidental. 
A jovem foi vítima de feminicídio supostamente cometido pelo namorado dela, o capitão da polícia militar Allisson Watson, 37 anos, preso ontem. "Ele [capitão] pode ter 50 advogados, mas o que ele fez ainda vai continuar sem defesa", critica. O pai também criticou a dificuldade de registrar um Boletim de Ocorrência do desaparecimento da filha. A família da jovem mora na zona Sudeste, mas só conseguiu fazer B.O no 6º Distrito Policial, no bairro Piçarra, região Sul da capital.
Pessoas que não conheciam Camilla também acompanham o sepultamento. É o caso da dona de casa Marília Mendes, que afirma está muito abalada com o que aconteceu com a estudante. 
"Hoje foi ela, mas amanhã pode ser qualquer outra mulher. Uma menina tão nova.É uma pena", lamenta.