Antonio Bento foi morto a facadas em Itanhaém, SP (Foto: Arquivo Pessoal)
Antonio Bento foi morto a facadas em Itanhaém, SP (Foto: Arquivo Pessoal). 
Crime ocorreu em um quiosque em uma praia de Itanhaém (SP). Suspeita procurou a polícia, afirmou que havia sido agredida e acabou liberada.

Uma comerciante matou a facadas o ex-companheiro em Itanhaém, no litoral de São Paulo, durante uma discussão. Ela alegou para a polícia que era constantemente agredida e que foi ameaçada enquanto trabalhava. Segundo testemunhas, a vítima não aceitava a separação. Após matar o homem, a comerciante procurou uma delegacia, neste domingo (5), confessou o crime e foi liberada.
O caso ocorreu na praia do bairro Jardim Suarão, no quiosque de propriedade da comerciante, identificada como Viviane. Segundo o relatado à polícia, a vítima, Antonio Bento, teria ido ao local e iniciado uma discussão, tentando destruir o comércio e agredir Viviane por não aceitar o término do relacionamento.

O G1 tentou contato com Viviane para falar sobre o caso, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
Ainda de acordo com o relato às autoridades, para se defender, ela pegou uma faca e deu vários golpes em Bento, que não resistiu aos ferimentos e morreu a poucos metros do quiosque.
Segundo a polícia, a suspeita relatou que foi ameaçada pelo homem em várias ocasiões e que, constantemente, ele aparecia para intimidá-la.

Segundo testemunhas ouvidas pelo G1, as brigas entre o casal eram frequentes. Elas afirmam que Bento não aceitava a separação e tentava de todas as formas reatar o relacionamento. Testemunhas afirmam ainda que ele já teria agredido Viviane outras vezes, inclusive no mesmo dia do crime, horas antes de sua morte. A comerciante chegou a chamar a polícia na ocasião.
Pouco depois de ter cometido o crime, Viviane se entregou na Delegacia Sede de Mongaguá, cidade vizinha. Ela foi ouvida e liberada logo após a ocorrência ter sido registrada, mas deverá responder por homicídio doloso.

O caso será encaminhado para a Delegacia Seccional de Itanhaém, onde será investigado para confirmar todas as informações fornecidas pela comerciante.

G1