As três crianças supostamente espancadas por um sargento da Polícia Militar do Piauí estão bastante abaladas. Os garotos têm 9, 11 e 12 anos de idade e ainda estão com as marcas da violência no corpo. Em um áudio gravado pelo Cidadeverde.com, os meninos relataram como tudo aconteceu e que pediram para não morrer. 
Criança de 9 anos
"A gente estava brincando de jogar pedra para cima. Ele começou a jogar a lanterna e corremos com medo para os fundos de uma casa abandonada. Ele jogava a lanterna na gente e atirou para cima. E falou: bota a mão na cabeça e vão andando devagar. Nós fomos e ele mandou a gente deitar no chão. Ele começou a espancar, agredir e que não era para a gente dizer para ninguém. Até agora estou com muito medo. Não consigo dormir direito. Ele me bateu com a mão e o pé. O que ele fez mais comigo fui chutar minha cabeça. Ele é monstro, espancou todos. Até agora estou com muito medo. Só passo lá se for de carro ou algum responsável. Pedimos para ele parar, para deixar a gente ir embora, que a gente era criança, inocente e não estava fazendo nada, só brincando. Eu disse: minha mãe me ama tanto, por favor, não faça isso. Não me mate. Eu estou com muito medo", disse o garotinho.
Criança de 11 anos 
"A gente estava brincando com as arminhas que bota um balão... ele saiu, colocou a lanterna na gente e corremos para trás da casa abandonada. Ele meteu um tiro para cima e mandou a gente colocar a mão na cabeça porque disse que estava com uma .40 mirada na cabeça de cada um...mandou a gente deitar no chão, caminhou em cima de mim. Quando ele pisou no meu pescoço, desmaiei. Não lembro mais de nada", relatou o menino de 11 anos. 
Criança de 12 anos
"Fomos surpreendidos por ele que estava muito assustado. Mandou a gente colocar a mão na cabeça e nos jogamos no chão. Ele colocou a arma na cabeça de todos nós e começou a nos chutar. Ele não bateu muito em mim, só neles. Quem chorasse apanhava mais. Meu amigo pediu para ele parar e disse: moço pare um pouquinho. Você está enganado, nós somos só crianças e estamos brincando aqui. Não somos bandidos. Estou nervoso", relatou a criança que completou 13 anos, nesta sexta-feira (13) e que, segundo ele, conhece o suspeito.
Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com