Ilustrativa. 

Cento e vinte procuradores da República, promotores de Justiça, auditores dos Tribunais de Contas da União (TCU) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Controladoria Geral do Estado (CGE), da União (CGU), delegados e agentes da Polícia Federal (PF) participaram, na quinta-feira, de curso ministrado por delegados da PF e Procuradoria da República que participaram da Lava Jato, sobre combate à corrupção e lavagem de dinheiro.
O auditor do TCU e da Secretaria Executiva da Rede de Controle no Piauí, Helano Muller Guimarães, afirmou que o curso ministrado no auditório do prédio da Procuradoria da República, é para capacitar os integrantes dos órgãos da rede de controle no trabalho de investigação e combate à corrupção e lavagem de dinheiro de forma que as denúncias feitas não sejam invalidadas ou não aceitas na Justiça.
Ele falou que a Advocacia Geral da União está recuperando, na Justiça, recursos federais desviados por agentes públicos em obras, serviços e projetos. Helano Muller Guimarães falou que os valores recuperados pela Advocacia Geral da União são significativos.
Helano Muller Guimarães afirma que no Piauí a lavagem de dinheiro público desviado ainda é fácil de ser detectada porque os os gestores públicos ainda não utilizam formas sofisticadas para esconder as verbas desviadas dos cofres da União, mas admite que o crime organizado evolui em seus métodos.
Helano Muller Guimarães afirmou que os gestores públicos têm feito a lavagem de dinheiro público federal na compra de terras, na compra e venda de sêmen de bovinos e caprinos e no superfaturamento na contratação de bandas e cantores que se apresentam em festas de aniversário das cidades do interior.
De acordo com Guimarães, os artistas e bandas são contratados por R$ 50 mil, mas o valor do contrato é superfaturado para R$ 200 mil.