Ex-governador José de Anchieta ao lado da ex-mulher e atual deputada federal Shéridan Oliveira (Foto: Reprodução/Instagram/@deputadosheridan). 


A Justiça de Roraima bloqueou R$ 40 mil das contas do ex-governador de Roraima, José de Anchieta Júnior, da ex-mulher dele, a deputada federal Shéridan Oliveira (PSDB), e do atual comandante da PM do estado, coronel Edison Prola. Eles são acusados de terem usado, em 2010, um avião do governo para viagem do funkeiro MC Sapão ao estado.

De acordo com a Justiça, a decisão que decretou a indisponibilidade é de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de Roraima (MPRR) que acusa os três de improbidade administrativa. Cabe recurso da decisão.
O G1 tentou contato com o ex-governador, mas as ligações não foram atendidas. A assessoria da deputada Shéridan comunicou que ela ainda não foi notificada da decisão. O coronel Edison Prola também disse que ainda não foi oficialmente informado da determinação judicial.

Na ação civil pública movida pelo MPRR consta que a aeronave Learjet 55C, de propriedade do governo, foi usada em abril de 2010 para transportar o funkeiro ao estado. À época, o artista foi contratado para se apresentar em uma festa particular em comemoração ao aniversário de Shéridan.
Segundo o MPRR, o valor gasto com combustível e horas pagas ao piloto e co-piloto foi de quase R$ 40 mil. A viagem foi autorizada pelo então secretário da Casa Militar, Edison Prola, de acordo com a ação.

Conforme a Justiça, a deputada Shéridan teve aproximadamente R$ 39 mil bloqueados de contas. Outros R$ 4,5 mil foram indisponibilizados na conta de Prola e cerca de R$ 156 de Anchieta Júnior.
Os valores foram bloqueados de acordo com o dinheiro disponível nas contas de cada um dos acusados e devem ser transferidos para conta judicial.

Anteriormente, a Justiça já tinha decretado o bloqueio de bens dos três, mas só agora o dinheiro foi efetivamente indisponibilizado em virtude de recurso impetrado, segundo a Justiça.

A ação de improbidade administrativa que resultou no bloqueio terá seguimento e poderá resultar na condenação dos três pela perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa civil e proibição de contratar com o Poder Público.

G1