Eliza Clívia iniciava a carreira solo. Foto: Instagram/Reprodução


A cidade natal da cantora Eliza Clívia, ex-vocalista das bandas Cavaleiros do Forró e Cavalo de Aço, decretou luto por três dias. A prefeita de Livramento, na Paraíba, Carmelita Ventura, é prima da artista morta em acidente de carro na sexta-feira, no centro de Aracaju, em Sergipe, momentos depois de conceder entrevista para divulgar os rumos da carreira solo - ela havia saído da banda Cavalo de Aço há cerca de quatro meses.

"Livramento acaba de ser abalada com a triste notícia do falecimento repentino de uma filha admirada e amada por todos. Eliza Clivia! Família em luto, Cidade em luto e o mundo do forró em Luto", escreveu a prefeita.

A colisão do carro no qual estava Eliza com um ônibus também tirou a vida do marido dela, o baterista Sérgio Ramos, e deixou feridos outros três músicos, encaminhados para unidade de saúde do estado.

Imagens de uma câmera de segurança apontada para a rua flagrou a batida no cruzamento das ruas Arruá e Maruim. A polícia investiga as circunstâncias relacionadas ao acidente. O corpo da cantora foi levado à Paraíba e seguirá à cidade situada na região do Cariri no estado, onde será sepultado neste domingo.

As bandas às quais ela dedicou parte da carreira manifestaram pesar através das redes sociais. O grupo Cavaleiros do Forró enalteceu as qualidades da cantora, uma mulher "forte, sábia e, acima de tudo, temente a Deus". Para a banda, ela "foi nossa grande RAINHA, daquelas que são realmente insubstituíveis. Vivemos uma história linda de sucesso e, mais que isso, de irmandade". A Cavalo de Aço seguiu no mesmo tom. "É triste a notícia do falecimento dos nosso queridos ex-integrantes Eliza e Sérgio (o Munição). Deixaram lições de amor, amizade, profissionalismo e humanidade".

Eliza Clívia passou dez anos na banda Cavaleiros do Forró, dos anos 2003 a 2013. Em seguida, atuou como cantora da Cavalo de Aço, de onde saiu para tentar a carreira solo. Ela começava a trilhar a nova fase da profissão e tinha apresentação marcada no Recife no fim do mês. 

Diário de Pernambuco