Cartas de presidiários foram encontradas nas casas dos advogados presos (Foto: Reprodução/TVTEM)Cartas de presidiários foram encontradas nas casas dos advogados presos (Foto: Reprodução/TVTEM)

Suspeitos tiveram mandados de prisão expedidos nesta terça-feira (22).
Ação foi deflagrada pela Polícia Civil e o Ministério Público Estadual.

Do G1 Itapetininga e Região
Quatro advogados, sendo três homens e uma mulher, foram presos por suposta ligação com uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios paulistas na manhã desta terça-feira (22), em Avaré (SP). Os mandados de prisão foram cumpridos durante a operação Ethos, deflagrada pela Polícia Civil e o Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
De acordo com o delegado da Delegacia Seccional Antônio de Pádua Pimenta Júnior, a operação foi feita simultaneamente em 20 cidades do estado.
"Essa operação denominada Ethos se iniciou em uma operação da Polícia Civil de Presidente Venceslau e hoje a Polícia Civil de Avaré, em parceria com o Gaeco de Bauru, cumpriu vários mandatos de busca e apreensão domiciliares e vários mandados de prisão que resultaram em 100% de sucesso com todos os alvos presos. Foram quatro mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão domiciliar", afirma.
Computadores foram apreendidos durante a Operação Ethos (Foto: Reprodução/TV TEM)Computadores foram apreendidos durante a
Operação Ethos (Foto: Reprodução/TV TEM)
Ainda segundo a polícia, foram apreendidos computadores, objetos pessoais, agendas e cadernos com anotações, uma arma, celulares, cartões de créditos e cartas de presidiários que serão analisadas pelos investigadores. Os quatro foram ouvidos na tarde desta terça-feira e encaminhados para a delegacia de Presidente Venceslau, onde estão à disposição da Justiça.
Operação
Segundo o Ministério Público, as investigações começaram após informações reveladas em uma carta interceptada por agentes da Penitenciária “Maurício Henrique Guimarães Pereira”, a P2 de Presidente Venceslau, em 11 de maio de 2015, durante procedimento de varredura de rotina.
Conforme a Polícia Civil, os envolvidos nos crimes tinham uma célula denominada “sintonia dos gravatas” – modo como é tratado o departamento jurídico da facção criminosa – criada inicialmente para prestação de serviços exclusivamente jurídicos aos líderes da “sintonia final geral” ou “conselho deliberativo”, que são os chefes da organização ilícita.
Ainda durante as investigações, foi constatado que advogados, por meio de pagamento de propina a pessoas envolvidas em órgãos do Estado, visavam concretizar o objetivo da facção criminosa, que seria o financiamento e controle de agentes públicos e colaboradores, característica primordial da definição de crime organizado.
A ação, realizada no Estado de SP, contou com 159 delegados, 459 policiais civis, 65 promotores e 167 viaturas.
Fonte: G1