Lixão no Bairro Teso Duro em Caxias-MA em pleno sol escaldante de meio dia

Cerca de 73 toneladas de lixo doméstico são produzidas diariamente em Caxias, distante cerca de 363 km da Capital São Luís. O município não conta com aterro sanitário e despeja todo esse material recolhido diretamente num lixão que existe no bairro Teso Duro.
No município existe menos de 1% de locais destinados à coleta seletiva. Todo o lixo de residências, lojas, supermercados, mercados públicos e de limpeza das vias recolhidos por carros compactadores ou caçambas só tem um destino; o lixão.
Sem um tratamento adequado, o lixo vai poluindo cada vez mais o solo e que pode atingir inclusive os lençóis freáticos. Nos arredores do local, mais de 200 famílias enfrentam outro problema, a falta de saneamento básico. Todos propensos a serem acometidos de doenças transmitidas principalmente pelas moscas e outros insetos que se alimentam dos resíduos sólidos e dejetos.




A realidade é ainda mais dura para quem depende do lixo para sobreviver. Diariamente, faça chuva ou faça sol; crianças, adultos e idosos dividem o espaço com os urubus e até animais de grande porte como jumentos e cavalos. São os catadores de lixo, tentando reaproveitar materiais recicláveis. Muitos trabalham até 13 horas por dia disputando cada carrada que é despejada no local. A renda mensal por cada grupo de catadores não ultrapassa R$ 150.
Devido ao contato direto com os resíduos e com o chão contaminado; muitos catadores sofrem com diversas doenças, isso porque eles não usam acessórios adequados para fazer esse tipo de trabalho, como roupões, luvas e botas.
Para piorar ainda mais a situação, nos últimos meses, as constantes queimadas que são feitas no lixão em Caxias estão prejudicando toda a comunidade que é obrigada a aspirar a fumaça tóxica. As principais vítimas são os idosos, as crianças e as pessoas que têm problemas respiratórios. A quantidade de fumaça exalada é tão grande que atrapalha o trânsito em ruas próximas e chega a atingir bairros vizinhos.


A situação já se tornou calamidade pública, pois no local; além dos detritos inclusive orgânico (restos de comidas), recolhidos pela cidade, animais mortos e lixo eletrônico são depositados sem a menor precaução. O mau cheiro tem prejudicado quem mora ao redor.
O município de Caxias, assim como o Estado do Maranhão, teve até o ano de 2014 para se adaptar à lei que institui o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que regulamenta a destinação final do lixo, mas, os gestores não conseguiram cumprir o prazo.
Em 2012, representante da Consuplan esteve em Caxias e apresentou um percentual aproximado, de quanto se desperdiça com o lixo reaproveitável jogado instantaneamente fora. Entre vidro, papel, papelão, plástico e alumínios que deveriam ser reciclados, são jogados fora diariamente em Caxias algo em torno de R$ 13.376. O montante mensal chega à quantia de R$ 401.280 mil.
De acordo com o representante da Consuplan, esse dinheiro, poderia ser utilizado não apenas como geração de renda para grupos de catadores, mas também, seria uma verba suficiente para aos poucos, mecanizar a própria coleta seletiva, investindo em aparelhamento que facilitasse esse tipo de trabalho.




Vizinhança sofre com as constantes fumaças tóxicas em momentos de queimadas no lixão de Caxias

Postado por Jessica Abreu para relembrar uma das matérias mais visualizadas do blog em 2015 e pra deixar claro para o leitor que até hoje esta situação só tem piorado com o aumento da fumaça que vem do lixão prejudicando famílias caxienses que são "obrigados" a inalarem a fumaça nos bairros Anteno Viana, Teso Duro, Bacuri, Sabiá, seriema, Residencial Eugênio Coutinho entre outros. Nem a prefeitura de Caxias e nem a Câmara Municipal tomaram nenhuma iniciativa para inibir este descaso, enquanto isso muitas pessoas estão adoecendo sendo intoxicadas com essa fumaça, sendo crianças que já foram internadas por conta dessa situação, idosos, gestantes, e etc...LAMENTÁVEL.