Maranhão só ficou atrás dos vizinhos Piauí e Pará.
Percentual da região nordeste foi de 62,2%, o menor do país. 

Do G1 MA

Planejamento. Esta foi a palavra-chave na empresa de dona Edna para que os impactos da crise não fossem tão severos. No ano passado, cinco pessoas foram demitidas e outras mudaram de função. Agora, não há previsão de novas demissões, nem de contratações.

“Não é nosso objetivo a demissão, até porque a demissão também é um custo. Nossa mão-de-obra tem uma certa qualificação porque ela tem um conhecimento de área, é muito importante a gente manter esse pessoal. Então a gente, na crise ou antes mesmo dela, já pensa em outras possibilidades”, contou Edna Montenegro.

Os funcionários da empresa que faz distribuição de revistas e outros bens são antigos e experientes, como o Nonato, que trabalha há 16 anos no lugar e tem planos de permanecer por muito mais tempo. Mas, não tem sido fácil manter o quadro de funcionários. As assinaturas de revista, por exemplo, caíram, em média, 20%.

Parte dos empresários brasileiros não teve a habilidade da dona Edna. O desemprego no setor privado cresceu no Brasil inteiro no 2º trimestre de 2016 em relação ao mesmo período de 2015, de acordo com a pesquisa nacional por amostragem de domicílio, a Pnad contínua, do IBGE.

O Maranhão apresentou o terceiro menor percentual de empregados com carteira assinada do país neste período, 51,8%, ficando atrás só do Piauí (52,3%) e do Pará (57,4%). O percentual da região nordeste foi de 62,2%, o menor do país.

A taxa de desemprego, no Brasil, chegou a 11,3%. Malvina já fez parte desta estatística, e espera não passar por isso de novo. Há um ano ela decidiu apostar na autonomia profissional e montou uma empresa de cerimonial. Fez da dificuldade uma oportunidade para voltar ao mercado de trabalho. “Acho que foi até mais um incentivo para eu lutar a cada dia e é o que eu tô fazendo até hoje. É o que eu gosto, é o que eu faço com todo meu coração. Então, tá tudo perfeito”, disse.


Fonte: G1 Ma