Escritores, artistas e políticos, incluindo o governador Wellington Dias, lotaram, nesta segunda-feira (20), o plenário da Assembleia Legislativa para prestigiar a sessão solene de entrega do título de cidadão piauiense ao poeta, compositor e jornalista Salgado Maranhão, que nasceu em Caxias, no Maranhão, atendendo proposição apresentada pelo deputado João de Deus (PT), líder do Governo.

Também presentes a solenidade os escritores Herculano Moraes, representando a Academia Piauiense de Letras, e Cineas Santos, representando o Conselho Estadual de Cultura.

Salgado Maranhão deixou sua terra natal, Caxias, quando tinha 15 anos e se alfabetizou em Teresina, de onde saiu para morar no Rio de Janeiro e atualmente é um poeta conhecido no mundo inteiro.

João de Deus disse que Salgado Maranhão é um dos poetas mais brilhantes do Brasil, tendo sido agraciado com vários prêmios, dentre eles, o Prêmio Jabuti de Literatura por sua obra “A Cor da Palavra”. Ele declarou que o poeta é convidado para proferir palestras em universidades americanas e de outros países, tendo seus livros publicados em vários idiomas. “Hoje, fazemos justiça com alguém que ama o Piauí”, acrescentou ele.

Após ouvir a cantora Soraya Castelo Branco interpretar a música Caminhos do Sol que tem letra de sua autoria, Salgado Maranhão disseque estava muito emocionado e agradeceu ao presidente Themístocles Filho, ao deputado João de Deus e a todos os parlamentares a homenagem que estava recebendo. Ele iniciou e encerrou o discurso com poemas de sua autoria.

Após discorrer sobre as dificuldades que enfrentou antes de se tornar um poeta conhecido, Salgado Maranhão declarou que a sua vida mudou a partir do momento em que conheceu o livro e que foi o poeta e compositor piauiense Torquato Neto que o aconselhou a se mudar para o Rio de Janeiro. “Quando fui morar no Rio de Janeiro, o Piauí já tinha me ensinado a voar”, revelou ele.

O governador Wellington Dias afirmou que era um privilégio participar da sessão em homenagem a Salgado Maranhão e leu o poema Retirante, de sua autoria. Ele declarou que “o que Salgado Maranhão fala já é poesia. A sua poesia tem sabor e tem cheiro, é uma coisa extraordinária”. 

O Dia com edição do iCaxias