O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Teori Zavascki, determinou nesta quinta-feira o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do mandato de deputado federal. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O ministro concedeu uma liminar em um pedido de afastamento feito pela Procuradoria-Geral da República e apontou 11 situações que comprovar iam o uso do cargo pelo deputado para "constranger, intimidar parlamentares, réus, colaboradores, advogados e agentes públicos com o objetivo de embaraçar e retardar investigações". 

Cunha é réu em uma ação penal no Supremo, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro sob a acusação de integrar o esquema de corrupção da Petrobras, além de responder a uma denúncia e a três outros inquéritos no contexto da Operação Lava-Jato.

Na peça, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a classificar o peemedebista de "delinquente".

Procurada pela Rádio Gaúcha, a assessoria do peemedebista afirmou que não foi comunicada sobre a decisão. 

Cunha deve ser substituído por outro investigado na Lava Jato, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA).