Recado foi dado durante a sessão de análise do impeachment no Plenário da Câmara dos Deputados


“Golpe é ganhar a eleição em cima de promessas e durante a execução fazer o inverso do que prometeu”. Foi dessa forma que a deputada Eliziane Gama (PPS) mandou um duro recado para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), durante a sessão de análise do impeachment no Plenário da Câmara dos Deputados, na sexta-feira 15.
Aliada do comunista, mas sendo chamada por ele, secretários e anilhados do Palácio dos Leões de “golpista” por não defender o governo de “uma mulher honesta”, Gama esclareceu que o seu posicionamento a favor do impedimento é devido ao crime de responsabilidade cometido pela petista, mas também pelos maranhenses que deram 94% dos votos para a presidente, mas que ainda vivem da subsistência de farinha.
“Eu voto sim em nome do meu Estado do Maranhão, em nome de Belágua, que deu 94% dos votos para a presidente, mas ainda vive da subsistência de farinha”, disse.
Alheia às investidas de Flávio Dino para que a bancada federal do Maranhão mude se postura em relação a Dilma, Eliziane Gama avaliou que o governo federal desrespeitou a inteligência do povo, e agiu com a tática de menosprezar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para ganhar a eleição, trazendo de volta a inflação e a crise econômica.
“Foram manobras ardilosas que decidiram o processo eleitoral. A burla sistemática da situação do tesouro nacional foi para ter conforto para gastar em ano eleitoral. Agora os bancos públicos estão vulneráveis e o país mergulhado na maior recessão dos últimos 20 anos”, enfatizou.
Num outro trecho ainda mais duro, a deputada federal fez referência a pelo menos duas grandes obras abandonadas pela presidente Dilma Rousseff no Maranhão, como justificava ao voto a favor que manifestará na Câmara, neste domingo 17.
“Em nome do meu Maranhão que sonhou com a refinaria e que foi um engodo. Que sonhou com a duplicação da BR 135 e que o governo suspendeu de forma impiedosa. Que é um dos estados mais ricos naturalmente, o Maranhão dos lençóis e das cachoeiras que tem potencial extraordinário. Como diz o poema de Marina: ‘Do arco que empurra a flecha quero a força que a dispara’. E em nome da força do meu Maranhão, da força da minha gente, eu digo sim”, concluiu.
Fonte e Redação: Atual 7/Yuri Almeida