Debates reuniram federações de agricultores familiares, comunidades tradicionais, extrativistas e sociedade em geral. Foto: Karlos Geromy/Secap
Debates reuniram federações de agricultores familiares, comunidades tradicionais, extrativistas e sociedade em geral. Foto: Karlos Geromy/Secap
“É impossível desenvolver o Maranhão sem uma agricultura familiar forte”. Com essa declaração, o governador Flávio Dino deu início a 2ª Conferência Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (Ceater), nesta quarta-feira (13). O evento faz parte da etapa da 2ª Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Cnater) e reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), de federações de agricultores familiares, comunidades tradicionais, extrativistas e sociedade em geral.
Com o tema ‘Ater, agroecologia e alimentos saudáveis’, a 2ª Cnater tem como objetivo definir estratégias e ações prioritárias para promover a universalização da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) pública e de qualidade aos agricultores familiares do Maranhão, tendo como referência a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater).
Para o governador Flávio Dino, é preciso aumentar a produção de alimento no Maranhão para, em primeiro lugar, dinamizar a economia, mediante a formação de um mercado consumidor de massas que ajude, inclusive, a outros setores, como comércio, indústria, setor de serviços, “e ao mesmo tempo há uma dimensão social nisso que é a crença que nós temos na igualdade e na distribuição de renda”.
Ele destacou que a Conferência tem papel fundamental porque o crescimento da produção só é possível com tecnologia, no acesso a técnicas modernas, e com a democratização do conhecimento. “E o caminho para que isso ocorra é a assistência técnica em extensão rural. Por isso esse trabalho da SAF com o MDA é essencial para que nós tenhamos uma agricultura mais forte, mais produção e uma economia mais diversificada no nosso Estado”, reiterou Flávio Dino.
O diretor do MDA, Marenilson Batista da Silva, realçou que a Ceater é primordial para a construção de uma política de Ater que possa chegar aos mais diferentes recantos do país. “Aqui no Maranhão não é diferente, queremos estar em todos os municípios, por isso que essa parceria com o Governo do Estado e com a sociedade civil é fundamental para que possamos ter uma assistência técnica em extensão rural que possa produzir alimentos de qualidade”, enfatizou.
Conferências
Debates reuniram federações de agricultores familiares, comunidades tradicionais, extrativistas e sociedade em geral. Foto: Karlos Geromy/Secap
Debates reuniram federações de agricultores familiares, comunidades tradicionais, extrativistas e sociedade em geral. Foto: Karlos Geromy/Secap
A realização de uma Conferência Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária é algo inédito no Maranhão. O Governo realizou 11 conferências territoriais, que culminaram na escolha de 179 delegados. Destes, 26 vão para a Conferência Nacional, que será realizada em junho, em Brasília.
O secretário Adelmo Soares (SAF) explicou que, a partir das conferências realizadas, o Governo do Estado instituiu a Política Estadual de Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Peater/MA) e o Programa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Proater/MA). “Nós não podemos desenvolver o Maranhão sem a assistência técnica qualificada, de boa qualidade para os nossos agricultores. Então é mais um eixo que nós desenvolvemos e buscamos para a melhoria do estado”, sublinhou.
O assessor institucional da Fetraf (Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar), Breno Ribeiro, disse que o governador Flávio Dino está valorizando a atividade no Maranhão. “É uma iniciativa que tem dado voz a esse grupo, esses vários grupos de pessoas que antes eram invisíveis sociais. São pessoas que não tinham oportunidades de falar os seus anseios, de mostrar as suas necessidades e de buscar soluções para isso. E essa Conferência Estadual de ATER eu acho que é a coroação dessa mudança de postura”, frisou.
A 2ª Ceater reuniu representantes, além da Fetraf, da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Maranhão (Fetaema), do Movimento dos Sem Terra (MST), do Movimento Interestadual da Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Maranhão (ACONERUQ), os presidentes da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), Júlio César Mendonça, e do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), Mauro Jorge.
A programação da 2ª Conferência Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (Ceater) segue esta quinta-feira (14) e debaterá temos como: Fortalecimento Institucional, Estruturação, Gestão, Financiamento e Participação Social; ATER e Políticas Públicas para a Agricultura Familiar; e Formação e construção de conhecimentos na ATER.
Debates reuniram federações de agricultores familiares, comunidades tradicionais, extrativistas e sociedade em geral. Foto: Karlos Geromy/Secap
Debates reuniram federações de agricultores familiares, comunidades tradicionais, extrativistas e sociedade em geral. Foto: Karlos Geromy/Secap