Na tarde desta quarta-feira (13), o deputado estadual Wellington do Curso (PP) participou de reunião extraordinária com os representantes de comunidades quilombolas que ocuparam e estão acampados na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), em São Luís, desde a última segunda-feira (11). Além do deputado Wellington, estiveram presentes representantes da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular, Igor Almeida; da Secretaria de Igualdade Racial, Walter Maresia, e da Secretaria de Estado da Educação, Rodrigo Verde.

O objetivo da reunião foi captar as principais reivindicações das comunidades quilombolas e discutir a situação dos Relatórios Técnicos de Identificação e Demarcação dos Territórios Quilombolas, bem como a problemática educacional e a violência no campo.

"Muitos dizem que a escravatura acabou. Acabou pra quem? Não tem ninguém liberto aqui. Nós estamos presos: presos à miséria, à pobreza. E ninguém, ninguém olha pra gente", declarou um dos quilombolas.

Na ocasião, o deputado Wellington colocou-se à disposição para cobrar o cumprimento dos direitos constitucionalmente assegurados.

"Embora não seja de nossa competência, o Movimento nos procurou e nós não poderíamos nos omitir disso. Estamos diante de uma 'problemática' já antiga...eles não exigem algo supérfluo. Não, eles estão clamando pelo cumprimento de direitos. De direitos fundamentais como a educação, saúde e segurança. São pessoas humildes, que clamam, simplesmente, pela atenção do Estado. E é por isso que aqui estamos: para defender o cumprimento de tais direitos constitucionalmente assegurados.", ressaltou.

O deputado Wellington afirmou também que, caso o Movimento concorde, irá expor a situação dos quilombolas do Maranhão na 12ª Conferência Nacional de Direitos Humanos que acontecerá no período de 25 a 29 de abril, em Brasília.

"Se até lá ninguém adotar providência efetiva em relação à situação dos quilombolas de nosso estado, nós iremos expor essa situação em Brasília, durante a Conferência Nacional de Direitos Humanos. Faremos isso não com o intuito de demonstrar pontos vulneráveis de nosso estado, mas sim de cobrar uma solução à essa constante violação de direitos.", destacou.