Prefeito de Cajapió Nonato Silva

Nonato Silva (PCdoB) é acusado de contratar em desacordo com e lei.
Prefeito teria contratado 554 servidores comissionados sem autorização.

Do G1 MA
A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) divulgou, nesta terça-feira (2), recebeu denúncia contra o prefeito de Cajapió, Nonato Silva (PC do B), acusado pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) de cometer crime de responsabilidade ao contratar servidores comissionados sem a existência de lei autorizadora.
De acordo com a denúncia do MP, nos anos de 2013 e 2014, o prefeito contratou 554 servidores comissionados sem apresentar a lei que criou os respectivos cargos em comissão, apesar de exigência do órgão ministerial nesse sentido.
A defesa de Nonato Silva alegou que as contratações dos servidores ocorreram de forma temporária, somente para suprir as dificuldades transitórias que o Município enfrentava, em decorrência do abandono dos cargos pela gestão anterior no final de 2012.
Sustentou também que houve lei autorizando as contratações temporárias e que a situação foi superada com a realização de concurso público em 6 de setembro de 2015.
Ao analisar as peças processuais, o relator do processo, desembargador Fróz Sobrinho, verificou que os documentos constantes dos autos demonstram que na verdade os servidores foram contratados com vínculos comissionados, não tendo a defesa apresentado a legislação que respaldou a criação dos cargos.
O magistrado ressaltou que, apesar de ter alegado a efetivação de concurso público, o prefeito juntou apenas cópia da Lei nº 195/2013, cujo teor trata somente da contratação temporária e do edital de licitação para contratação da empresa responsável pela realização do certame e o seu resultado.
Com base nesses elementos, o desembargador apontou a necessidade de recebimento da denúncia contra o gestor municipal e a consequente realização da instrução para melhor esclarecimento do crime de responsabilidade.
O voto do relator pela instauração da ação penal foi seguido pelos desembargadores José Joaquim Figueiredo e José Bernardo Rodrigues. (Processo nº. 0375482015)
Fonte: G1 Ma