Idosos estão enfrentando fila para poder marcar consultas ou realizar exames em São Luís (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Cemarc disponibiliza apenas 450 senhas para as especialidades médicas.
Secretaria de Saúde de São Luís ainda não se manifestou sobre o assunto.

Do G1 MA, com informações da TV Mirante
Os idosos que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), em São Luís, estão enfrentando filas e até dias fora de suas residências para poder marcar consultas ou realizar exames na da Central de Marcação de Consultas e Exames do Município (Cemarc), que funciona na sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), no bairro do Outeiro da Cruz, na capital.
É que como o sistema foi descentralizado o número de senhas acaba sendo menor que o grande número de pessoas que procura o local. Situação essa que obriga pessoas como o aposentado João Araújo, de 84 anos, a passar o seu domingo (24) em uma fila somente para não perder a sua vez na fila de atendimento. “Eu cheguei aqui ontem uma hora da tarde. Se eu não viesse ontem eu não teria vez para mim’, conta.
O operador de máquinas Raimundo Nonato da Silva foi o primeiro a chegar. Ele passou mais de 24 horas na fila porque já tinha retornado outras vezes e não conseguia atendimento. Ele revela que a Cemarc é um local bastante visado por criminosos. “Aqui não é só eu como vem todo mundo aqui. Aqui é escuro, corre o risco de ser assaltado. Eu já fui assaltado duas vezes aqui. É difícil. Não tem como. E chega aqui com essa luta todinha não tem senha”, desabafa.
Segundo a Prefeitura de São Luís, não há necessidade de chegar mais cedo porque as senhas só são entregues às sete horas da manhã. Mesmo assim, as pessoas dizem que se chegarem em cima da hora não conseguem uma das 450 senhas disponibilizadas para as especialidades médicas.
O policial militar reformado José de Ribamar Rodrigues diz que o serviço não é eficaz e pontua que os órgãos responsáveis poderiam criar meios de qualificar o atendimento. “Se a Prefeitura tivesse um órgão que nós tivéssemos onde chegar com as nossas requisições e que fosse confiável não seria necessário isso. É só inventar meios. Ter meios mais viáveis do que esse sofrimento aqui para todos”, finaliza.
Sobre o atendimento no Posto da Cemarc que funciona na sede da Apae, até o momento, a Secretaria de Saúde de São Luís não se manifestou.
Fonte: G1 Ma